Fatia fininha de lua no céu.
Li que se chama fino crescente lunar.
Aparece próximo ao pôr do sol. Todo mês tem.
O brilho dessa lua tão fina se chama luz cinérea, que não é luz da lua, mas sim do sol, que reflete na Terra e só depois se torna luar.
No breu do universo, nem tudo que brilha tem luz própria. Só as estrelas brilham por si. E as estrelas, apesar de serem coisas da noite, quando estão muito perto da gente, viram coisa do dia e passam a se chamar sol.
Quando morrem, as estrelas viram buracos negros que comem de tudo. Até luz. Dizem que comem até o tempo.
Parada no píer, vendo o crescente lunar brilhar com uma luz emprestada de um sol-estrela ainda jovem para a idade dos corpos celestes, dei-me conta, mais uma vez, do assombro indecifrável de causas e condições que torna possível estar de pé, aqui na Terra, olhando a lua.
Aí minha barriga roncou, um moço bonito passou e me lembrei que precisava comprar um livro de presente para uma amiga. Me reconfortei com as dimensões diminutas das minhas questões, que me ajudam a suportar a beleza esmagadora do infinito e do indizível.
25.06.2017
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